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set 30, 2011

Ensilagem de cana é alternativa na redução de custos com volumosos, mão de obra e manejos

set 30, 2011

Tradicionalmente utilizada na forma fresca durante o inverno, cada vez mais pecuaristas descobrem as vantagens da utilização da cana na forma de ensilagem

A cana de açúcar é largamente utilizada por criadores como volumoso durante a seca, já que a cultura apresenta sua maturidade durante o período mais crítico para alimentação do gado. Com a possibilidade de ser ensilada, a cana de açúcar agora se torna disponível para utilização durante todo o ano. Diversos aspectos têm motivado a ensilagem de cana de açúcar, proporcionando um volumoso de custo muito baixo além de uma qualidade nutricional surpreendente quando comparado à própria cana fresca. Os principais fatores para a ensilagem estão relacionados aos aspectos de baixo custo do volumoso para ser utilizado durante todo o ano, à melhoria do manejo do gado dentro da propriedade e por fim ao próprio manejo do canavial que passa a ter uma produtividade muito maior.

Para se ter uma idéia de custos, a tonelada de matéria seca, por exemplo, em uma cultura de milho para ensilar fica em torno de R$ 176,00/ton MS enquanto a tonelada de matéria seca da cana de açúcar com corte manual fica em torno de R$ 120,00/ton MS (30% mais barato). Se considerarmos a colheita com corte mecanizado, a tonelada de matéria seca cai para R$ 87,00 (na prática a metade do preço). O resultado final desta comparação significa que apesar de termos que corrigir a diferença nutricional quando utilizamos silagem de cana, ainda fica muito mais barato do que quando comparamos com os custos em uma dieta com silagem de milho. Estudos finalizados em dezembro de 2004 demonstraram que o custo do litro de leite produzido em sistemas que utilizaram silagem de cana como volumoso mostrou ser o menor dentro os sistemas avaliados (cana fresca e silagem de milho).

Outro ponto favorável na adoção de silagem de cana refere-se a um menor manejo necessário no arraçoamento dos animais no dia a dia, sendo muito mais fácil concentrar todo o trabalho em um período curto ensilando próximo aos animais do que ter que efetuar o corte diário da cana no campo, além de se precaver de riscos como quebra de máquinas, tombamento, fogo ou geada que podem acometer o canavial perdendo-se toda a cultura.

Um fator que merece grande importância na análise da decisão de ensilagem da cana está relacionado ao manejo do canavial. Quando o corte da cana é realizado de uma única vez, o manejo de aplicação de herbicidas, adubos e controle de pragas é extremamente facilitado, e isto acaba resultando em uma maior produtividade do canavial assim como sua longevidade. Relatos de aumento de produtividade em torno de 25% a 30% por corte, além de 2 cortes adicionais no ciclo do canavial têm sido freqüentes, fazendo com que os custos de matéria seca se reduzam mais ainda quando comparados à outras culturas. Com a ensilagem também é possível o armazenamento de sobras de cana que não foram totalmente utilizados durante o período da seca.

A possibilidade de se conseguir uma silagem de cana de boa qualidade iniciou-se com trabalhos desenvolvidos na ESALQ/USP durante o ano de 2003, se tornando realidade a partir da descoberta da ação de um microrganismo, o Lactobacillus buchneri (LALSIL CANA), que tem uma eficácia surpreendente quando aplicado em silagens de cana. Tentativas anteriores de se ensilar cana resultavam em um material com altas quantidades de álcool, perdas muito grandes e diminuição da ingestão pelos animais, o que desencadeava um resultado de produção de carne e leite abaixo do desejado. Nos trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela ESALQ/USP, em conjunto com a Lallemand Animal Nutrition, foi possível avaliar a ação de diferentes produtos para a conservação da cana de açúcar, sendo que o Lactobacillus buchneri (LALSIL CANA) foi o único microrganismo capaz de proporcionar uma boa conservação da forragem aliado ao consumo esperado pelos animais. Outro aspecto interessante é que o produto é aprovado para agricultura orgânica (UE), não é tóxico para animais ou para o homem nem corrosivo, podendo ser manuseado com muita segurança pelo aplicador.

Paulo Roberto A. Soeiro é médico veterinário Diretor Executivo Katec Lallemand