Lallemand Animal Nutrition
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Novidades

nov 10, 2014

Lallemand e UEM realizam pesquisa sobre os parâmetros fermentativos e ocorrência de micotoxinas em silagens de milho no Sul do Brasil

nov 10, 2014

Parâmetros fermentativos e ocorrência de micotoxinas em silagens de milho no Sul do Brasil1

Mábio Silvan José da Silva2*, Clóves Cabreira Jobim3, Edson Carlos Poppi4, Tamara Taís Tres2, Marcos Rogério Oliveira2, Fernanda Donini Aredes Pereira5.

1Projeto financiado pelo CNPq e Lallemand Brasil

2Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia – UEM, Maringá, Brasil,  Bolsista da CAPES. e-mail: *mabiosilvan@zootecnista.com.br; tamaratais@zootecnista.com.br; oliveira.marcos.r@gmail.com

3Professor do Departamento de Zootecnia – UEM, BRA. Pesquisador do CNPq. e-mail: ccjobim@uem.br

4Lallemand Animal Nutrition – Lallemand Brasil, BRA. Zootecnista. e-mail: epoppi@lallemand.com.br

5Graduanda em Zootecnia – UEM, BRA. e-mail: fernandadonini@hotmail.com

INTRODUÇÃO

A aplicação de práticas inadequadas durante os processos de produção da cultura, ensilagem e desensilagem constituem agravantes potenciais para a menor qualidade das silagens. A falta de tecnologia favorece o desenvolvimento de fungos com suas respectivas micotoxinas, dentre as quais, destacam-se as aflatoxinas, por apresentarem propriedades carcinogênicas, mutagênicas e teratogênicas; e a zearalenona, por apresentar efeito estrogênico nos animais domésticos, ocasionando diminuição da produção de leite, da taxa de concepção, repetição de cio e abortos. Neste âmbito, objetivou-se avaliar os parâmetros fermentativos e a presença de micotoxinas em silagens utilizadas na alimentação do rebanho leiteiro da região Sul do Brasil.

MÉTODO

Silagens de 40 propriedades leiteiras, localizadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foram coletadas e analisadas quanto à presença de ácidos orgânicos (lático, acético, propiônico e butírico), álcool e de micotoxinas (aflatoxina e zearalenona). Os dados obtidos foram agrupados por estado e comparados por meio do PROCGLM do programa estatístico SAS.

RESULTADOS

Não foram observadas diferenças (P>0,05) entre os teores de matéria seca (MS) das silagens nos diferentes estados, obtendo-se valor médio de 330,07 g/kg de matéria natural. O pH nas silagens do Rio Grande do Sul diferiu (P<0,05) das silagens de Santa Catarina, com valores respectivos de 4,31 e 3,78, ambos dentro da faixa considerada ideal (pH = 3,6 a 4,5) para uma fermentação adequada. Observaram-se menores concentrações de ácido acético e de ácido propiônico nas silagens de Santa Catarina (15,04 e 2,02 g/kg de MS, respectivamente), porém, não diferindo (P>0,05) das silagens dos demais estados. As concentrações desses ácidos estão dentro dos níveis que configuram adequada fermentação (<20 e de 0 a 10 g/kg MS, para o ácido acético e propiônico, respectivamente). No entanto, a média de ácido acético observada na região Sul, foi de 22,09 g/kg de MS, situando-se acima do limite tido como máximo. Do mesmo modo, não foram observadas diferenças (P>0,05) para as concentrações de álcool, ácido lático e ácido butírico entre as silagens dos diferentes estados, obtendo-se valores médios de 8,86, 26,05 e 0,29 g/kg de MS, respectivamente. Os teores de ácido lático estão abaixo dos valores geralmente encontrados em silagens de milho (60 a 80 g/kg de MS), enquanto as concentrações do ácido butírico estão dentro do padrão normalmente observado em silagens de milho (<1 g/kg de MS). O teor de ácido butírico reflete a extensão da atividade de clostrídeos e está relacionado a maiores valores finais de pH, de modo que, concentrações abaixo de 3 g/kg de MS indicam menores perdas de energia e de MS da silagem.

MICOTOXINAS

Quanto à presença de micotoxinas, observou-se maior concentração (P<0,05) de aflatoxinas nas silagens coletadas no Paraná, com média de 12,51 ppb. Mesmo com os valores superiores nas silagens do Paraná, as concentrações de aflatoxinas, verificadas neste trabalho, encontram-se abaixo dos níveis máximos permitidos pela resolução RDC nº 7/2011 da Anvisa, que estabelece o valor de 20 ppb para o milho processado ou não, bem como, abaixo do nível máximo de 50 ppb, relatado na Portaria nº 7/1988, atualmente adotado para produtos destinados a alimentação animal. Para a zearalenona, as maiores concentrações foram observadas nas silagens do Rio Grande do Sul (77,89 ppb) e as menores em Santa Catarina (16,23 ppb), porém, não diferindo estatisticamente (P>0,05), o que pode ser devido a grande variabilidade dos dados entre as silagens avaliadas. Os níveis médios de zearalenona também ficaram abaixo da concentração máxima referida na resolução RDC nº 7/2011 da Anvisa (400 ppb para o milho em grão para posterior processamento), não havendo limites estabelecidos pela legislação brasileira para produtos utilizados na alimentação animal.

CONCLUSÃO

As silagens destinadas à alimentação do rebanho leiteiro, na região sul do Brasil, apresentam boas características fermentativas e a ocorrência de micotoxinas se dá em concentrações que não caracterizam problema para a produção animal.

Palavras–chave: ácidos orgânicos, aflatoxinas, fermentação, zearalenona

Agradecimentos: Aos produtores, por ceder gentilmente os dados necessários para elaboração deste trabalho.